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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Palavra Pastoral - O que você está fazendo?


1º Reis, 19
“Que fazes aqui, Elias?”
Foi a pergunta divina ao profeta. As perguntas de Deus são desconcertantes, pois não são questionamentos de quem quer saber, mas de quem já sabe tudo. Perguntas semelhantes foram feitas em outras ocasiões:
  • “Onde estás?” - (Gn 3:9);
  • “Onde está teu irmão?” - (Gn 4:9);
  • “É razoável esta tua ira?” - (Jn 4:3)
Hoje, a pergunta não é para Adão, Caim, Jonas ou Elias; a pergunta é para você. O que você está fazendo aí? Sim, o que você faz na fuga, na rebeldia, na solidão, no desespero? O que você está fazendo dentro da caverna; se o seu lugar é o monte Horebe, é a presença de Deus? Por vezes nos escondemos como Elias, feridos e cansados nas nossas cavernas, pois achamos que a guerra contra Jezabel é grande e longa demais. Já não há forças! Acabaram-se as reservas! Mas Deus não desiste! Encontra-nos; questiona-nos; incomoda-nos e nos ordena: saiam da caverna!

Nós obedecemos e saímos da caverna. Pelo menos a maioria dos crentes piedosos e fiéis! Mas, parece que ficamos na entrada. Como um roedor que sai de sua toca, mas fica próximo; e, ao primeiro sinal de perigo volta correndo e assustado. Somos chamados do fundo da caverna para o alto do monte. Somos chamados da fraqueza para a força. Do desânimo para o ânimo. Da maldição para a bênção. Da morte para a vida. Do inferno para o Céu. Menos do que isso, é apenas a porta da caverna! Não é Horebe; não é o Monte de Deus!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Palavra Pastoral - Elias era homem semelhante a nós


1º Reis, 19

Elias era homem como nós, afirmou Tiago. E, nós somos homens como Elias? Sim, pelo menos no que diz respeito às fraquezas que acompanham às grandes vitórias. Foram muitos os milagres realizados, mas na presente reflexão deter-nos-emos ao confronto com os profetas de Baal. O fogo desceu dos céus consumiu o sacrifício e nada sobrou, foi um verdadeiro holocausto. Elias matou 450 profetas de Baal.

Talvez o profeta estivesse certo de que agora as coisas mudariam. Diante do povo, Baal e seus profetas foram envergonhados. Deus foi exaltado! Era de se esperar uma mudança no coração do povo e do rei. Era de se esperar um retorno a Deus em fidelidade. Mas não foi o que aconteceu. A rainha Jezabel decretou a morte do profeta.

Aqui, vemos o herói da fé fugindo. Alguns diriam fugindo de uma mulher. Mas, Jezabel não era simplesmente uma mulher. Era a rainha que por sua impiedade chegou ser a personificação do mal. O profeta fugiu porque sua vida corria perigo, mas também fugiu porque seu trabalho parecia vão. O que mais era preciso para Israel abandonar a idolatria?

A fraqueza do profeta é revelada na sua fuga e na sua depressão. O texto diz repetidamente que ele dormia, levantava, comia e tornava a dormir. O sono é uma boa fuga, parece que é melhor ficar dormindo de tristeza do que vê o fracasso do Povo de Deus. Depois desta seção de “sonoterapia”, Elias se entrega à “cavernoterapia”. Ele se esconde na caverna e lamenta: “só eu sobrei... e melhor morrer...”. Quem se esconde na caverna só pode ter ideia de morcego, ideia de escuridão, ideia de treva, ideia de morte.

Somos homens como Elias! Fugimos como ele! Escondemo-nos como ele! E, somos tratados por Deus como ele! Deus não deixou o profeta dormindo; despertou-o e lhe providenciou alimento. Deus não deixou o profeta escondido na caverna; chamou-o para fora. Falou-lhe através de um cicio suave e enviou-lhe para ungir reis e profetas.

Nas nossas cavernas existências, o Senhor nos pergunta: “O que fazes aí? Vem para fora!” Ouça a voz do Senhor e saia da caverna! A caverna não é o nosso lugar! Lembre-se a caminhada é longa, mas nossa força vem do Senhor! Ele nos alimenta. Nosso lugar é Horebe! Nosso lugar é o monte de Deus!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Palavra Pastoral - Lavando as redes


Lc 5:1-11
Há muitas histórias de pescador por aí! Não estamos usando a expressão no sentido pejorativo, referindo-nos à história mentirosa. Falamos sim, de pessoas reais que saem de suas casas, lançam-se ao mar e trabalham a noite inteira, como fizera Simão e sua tripulação, mas não apanham nada. São histórias de frustrações e derrotas. É... nem sempre as coisas acontecem como esperamos.
O que fazer então? Chorar? Desesperar-se? Desistir de tudo? É o que muitos fazem! O fato narrado por Lucas mostra uma atitude diferente, uma atitude corajosa e construtiva. Depois do trabalho improdutivo, eles não estão parados. Estão lavando as redes, pois haverá um novo dia, ou melhor, uma nova noite e as redes precisarão estar limpas e prontas para o trabalho.
Talvez hoje, seja tempo de lavar as redes! Seja hora de mostrar coragem, esperança e determinação. Enquanto lavavam as redes, Jesus ensinava. Além de ensinar, olhava para a situação deles. Jesus nos olha! Ele vê a nossa situação!
O texto evolui para um milagre. Jesus manda e Pedro obedece numa afirmação de fé, despojada de toda autoconfiança. Fé não é autoconfiança, é confiança em Deus! É como se o pescador dissesse: trabalhei, dei tudo de mim, fiz a coisa certa na hora certa, mas nada funcionou. Agora “sob suas palavras lançarei as redes”. Senhor, não é a minha força, ou o meu talento; são as tuas palavras! O milagre aconteceu! Agora as redes quase se rasgavam, o barco quase afundava, de tanta provisão, de tanta bênção.
Se você não tem tido muito sucesso, não desanime meu irmão. É tempo de lavar as redes; é tempo de ouvir o Mestre; é tempo de obedecer a sua palavra; é tempo de presenciar o milagre!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Palavra Pastoral - Eis que o semeador saiu a semear...

Jesus ensinava por parábolas. Usava cenas do cotidiano para ensinar coisas profundas acerca do Reino de Deus. Esta parábola faz parte dos ensinos do Mestre sobre a natureza do Reino e sobre a forma de sua expansão. Nela está o método divino de usar homens na seara.

O texto é autoexplicativo. E, nessa reflexão não vamos nos deter aos tipos de solos ou à semente. Deter-nos-emos na figura do semeador.

A atitude do semeador é imprescindível nos acontecimentos narrados. Nada aconteceria se ele ficasse parado. Eis que o semeador saiu a semear é tônica desse texto e deve ser também o lema da nossa vida.

O semeador é um valente, é um herói! Ele sabe que há caminhos de terra batida onde perderá algumas sementes; sabe que há terreno rochoso; sabe que há terra não trabalhada onde ainda existe espinhos. Mas, nada disso impede o determinado semeador. “Eis que o semeador saiu a semear...”

O semeador é um abnegado. O seu trabalho exige que ele lance na terra a única coisa que possui de preciosa, a semente. Sem ter garantia de que haverá êxito. Assim é o abnegado semeador, abre mão do que tem, ainda que seja em meio às lágrimas da incerteza, como disse o salmista: “os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia a semente; voltará com júbilo trazendo os seus feixes.” (Sl 126). “Eis que o semeador saiu a semear...

O semeador é um multiplicador. É alguém que não se acomoda com o pouco, com a mediocridade, com a segurança da semente na mão. Grãos que alimentam, mas que acabarão; se não caírem na terra, se não morrerem, sem não produzirem, se não se multiplicarem, a cem, a sessenta, a trinta por um. Eis que o semeador saiu a semear...

A semente é a Palavra, o solo os corações dos homens, o semeador... O semeador sou eu, é você. A Palavra é a mesma, os tipos de solos se repetem. E o semeador o que está fazendo. Que a resposta seja: está semeando!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Palavra Pastoral - Construir a arca e edificar o altar

A história do dilúvio é impressionante. Nossas crianças a ouvem e se encantam. Nós nos deleitamos com esta mensagem que aponta para a salvação em Cristo, conforme a interpretação do apóstolo Pedro - (1 Pd 3:20-23).

Esta história leva-nos a refletir sobre o que fazer quando a tempestade, o dilúvio é anunciado; quer seja pelas nuvens escuras e pelos relâmpagos que iluminam o céu, quer seja pela instrução de Deus. E, o que fazer quando a tempestade passa? Bem, diante da iminência do cataclismo, Noé pôs-se a trabalhar na construção da Arca de Salvação. Quando a tempestade passou, a primeira coisa que ele fez foi edificar um altar para o sacrifício e para a adoração.

As nossas vidas, por vezes, são marcadas pelo anúncio de tempestades, que mais cedo ou mais tarde vão passar. O que fazer? Preparar-se e num ato de fé e obediência, por as mãos à obra. Quanto mais escuro o céu estiver (no meio da família, dos amigos ou do emprego), mais trabalhe. E, quando tudo passar, mesmo que haja grande destruição; adore a Deus em primeiro lugar. Construa um altar, antes mesmo de construir sua casa. Noé procedeu assim, edificou um altar antes de edificar uma casa e uma nova civilização. Nova, não por ser melhor, mas por estar debaixo de um novo pacto de graça firmado por Deus.

Diante do altar da adoração, lembremo-nos e nos apeguemos à promessa de que “Enquanto durar a terra haverá sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”. Ou seja, sempre haverá esperança.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Palavra Pastoral - O que você vê da janela do trem?

É paradoxal o fato de termos sido criados por Deus como seres relacionais e termos tanta dificuldade em nos relacionarmos com os outros em nossas diferenças. Ultrapassa esse paradoxo o fato de não conseguirmos ter comunhão com nossos próprios irmãos. Estamos indo para o mesmo céu, somos salvos pelo mesmo Jesus, somos ramos da mesma videira e membros do mesmo corpo. Andamos juntos, mas parece que não há acordo.
Para ilustrarmos a contradição da condição atual de muitos cristãos, tomaremos o exemplo do viajante sentado à janela de um trem que se move em seus trilhos próprios, com sua própria velocidade e direção. Os trens que passam em sentido paralelo são outros trens, mas vão em direção similar e com velocidades não muito diferentes. Estes ainda são razoavelmente visíveis, quando olhados do compartimento do primeiro trem, e deles pode-se acumular alguma informação. Mas há também os trens que passam em sentido inverso. Deles não se pode adquirir senão uma impressão confusa, reduzindo-se a uma perturbação momentânea do campo visual. Sua realidade, na prática, provoca irritação, pois interrompe o curso normal da plácida contemplação da paisagem.
Somos pessoas diferentes, com personalidades e histórias diferentes, mas estamos indo na mesma direção. Não deveríamos ter uma visão distorcida dos nossos irmãos. Em que direção você está caminhando? Lembre-se, somos peregrinos a caminho dos céus. Há um só caminho, uma só direção.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Palavra Pastoral - Fazer o Bem, Sem Olhar a Quem

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam num mesmo quarto de hospital. A cama de um deles ficava junto à única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas, devido à sua enfermidade. Em suas longas tardes, eles conversavam por horas, falando de suas famílias e histórias pessoais. Quando a conversa se tornava melancólica ou quando alguma tristeza lhes sobrevinha, o homem que ficava perto da janela, com muito esforço, sentava em sua cama e passava a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora. Aquela janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água; crianças brincavam; jovens namoravam; velhos passeavam; bandos de pássaros faziam lindas manobras; e, ao fundo, a silhueta da cidade acentuava a beleza da visão. Enquanto ele descrevia tudo com extraordinário pormenor, o outro fechava os olhos e imaginava. Estes momentos tornaram-se preciosos para o que não podia olhar pela janela, pois, apesar de não poder ver o que o seu amigo via, seu mundo também era alargado e animado pela alegre descrição de toda a atividade, cor e vida que havia do lado de fora daquele frio quarto de hospital. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou sem vida o homem de perto da janela. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem, muito triste com a morte do seu amigo, pediu para ser transferido para a cama dele. Com ajuda da enfermeira, num esforço sobrenatural, ele ergueu a cabeça para contemplar o mundo lá fora, e tudo o que o viu foi uma parede de tijolos! A enfermeira, que várias vezes havia presenciado parte das conversas deles, percebendo sua perplexidade, ajudou-o a entender:


- Ele só queria que você se sentisse melhor...



"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desistido"
Gálatas 6.9.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Palavra Pastoral - Tanto tempo fora, que perdeu até o sotaque

Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido;
viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

Hebreus 11:13


Desde crianças admiramos os heróis! Uns são fictícios, como os super-heróis dos desenhos animados, mas outros são reais e fazem ou fizeram parte da nossa história.
No capítulo 11, da carta aos hebreus, temos uma relação dos heróis da fé. Heróis que morreram sem alcançar a promessa, mas foram fiéis até a morte. Esses heróis confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.
Eles eram estrangeiros, mas o que isso significa? O que é um estrangeiro? Afirmar que estrangeiro é aquele que tem origem diferente da nação em que se está, é correto; mas não revela o que um estrangeiro sente e enfrenta. Residir em terra estrangeira envolve ainda hoje, com toda a globalização, um estigma. Pois um estrangeiro é alguém que tem cultura, idioma, forma de pensar e agir diferente. Um estrangeiro, por mais tempo que resida em outro país, ainda tem sotaque, salvo as exceções. Um estrangeiro é uma pessoa esquisita. No mínimo diferente.
Precisamos nos reconhecer como estrangeiros. É triste a realidade de que como estrangeiros e peregrinos, por vezes, não tenhamos nem sotaque; muito menos desejo pela pátria celeste!
Como cidadão dos céus você é estrangeiro neste mundo. Há algo em você que lembre sua verdadeira pátria? Ou você já perdeu a cultura, o pensamento e até o sotaque? É triste, mas há irmãos que não têm nem sotaque de crente.
Não se esqueça você não é deste mundo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Palavra Pastoral - O Senso de um Cego

Mc 10:46-52.

Óculos escuros, bengalas e cães-guia; remetem-nos à figura de um cego. Mas a deficiência visual, como qualquer outra deficiência, deve conduzir-nos à superação. Os cegos normalmente desenvolvem mais o tato, o olfato, o paladar e a audição. O cego de Jericó certamente tinha desenvolvido estes sentidos, mas ele merece destaque não apenas por isso, e sim por ter demonstrado bom senso. Os seus sentidos super desenvolvidos podiam fazer dele um bom cego; mas o seu senso apurado o fez voltar a enxergar.
Do texto acima podemos destacar que o cego Bartimeu teve senso de urgência; senso de perseverança e senso de compromisso.
Ao ouvir um barulho diferente e ser informado de que Jesus de Nazaré passava por ali, ele logo entendeu que aquela poderia ser a sua última oportunidade de sua vida. Primeiro, porque como cego não dia procurar Jesus pelas ruas das cidades. Para a multidão a estrada era lugar de caminhada, mas para Bartimeu era lugar de sentar e pedir esmolas. Em segundo lugar, porque Jesus poderia nunca mais passar por ali. Como de fato não passou. Foi o seu senso de urgência que o fez clamar por misericórdia.
Enquanto clamava, mandavam-no calar a boca e não incomodar o mestre. Mas ele foi perseverante. O evangelista nos informa que ao receber esta crítica, esta palavra desanimadora ele não se retraiu; pelo contrário, clamava com mais força, gritava mais alto. E, perseverou assim até que Jesus se compadeceu dele. Foi o seu senso de perseverança que não o deixou desistir.
Quando foi curado recebeu a permissão de voltar à sua vida, à sua casa. Mas, ele não o fez. Ele seguiu Jesus pelo caminho! A estrada que era o “ponto” de esmola, lugar de miséria e estagnação; agora é lugar de caminhada com o filho de Davi, para Jerusalém. Isto é exemplo de discipulado. Foi o seu senso de compromisso que o fez seguir a Jesus.
Em meio a nossa procrastinação, o cego nos ensina a não deixarmos para amanhã a o que podemos fazer hoje. E, talvez não possamos fazer amanhã! O cego enxergou a oportunidade! E nós vamos fingir que não vemos? Bartimeu é o estandarte de vergonha para a presente geração de crentes. Pois ele ouviu uma multidão desestimuladora e prosseguiu na sua empreitada. O crente hoje se desanima e fica magoado por qualquer coisa. Não precisa de uma multidão para desistir, só de uma palavra, ou mesmo de um olhar. O ex-cego viu Jesus e não queria mais perdê-lo de vista. Seguiu a Jesus comprometendo-se com ele.
Cego, pobre e mendigo é quem não tem atitude, perseverança e compromisso.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Palavra Pastoral - Casamento é Prestação de Contas


"sujeitai-vos uns aos outros" (Ef. 5:21)

A declaração do apóstolo Paulo é bem diferente das afirmações de muitos: “sou dono do meu nariz, ninguém tem nada haver com a minha vida, não devo satisfações...”. A vida é repleta de relacionamentos, fomos criados para nos relacionarmos com Deus e com o nosso próximo. Somos seres relacionais.

O texto supracitado nos fornece um guia sucinto e eficaz para o relacionamento – a sujeição. O relacionamento é importante em todas as esferas da vida, mas a esfera mais vulnerável é a do relacionamento familiar. Persiste o conselho: “sujeitai-vos”.

O verbo “sujeitar” vem do grego “hypotassô” que significa literalmente cumprir ordem, obedecer, deixar-se conduzir. Diante desta definição é prudente destacar a importância da prestação de contas neste relacionamento. Não há sujeição sem prestação de contas! Não há progresso; o relacionamento não cresce, não se desenvolve sem prestação de contas. É exatamente aqui que muitos casamentos encontram seu “calcanhar de Aquiles”. Não há prestação de contas. Ninguém quer dar satisfação. É comum a queixa que ele(a) se casou, mas quer continuar vivendo como solteiro. Lembre-se casamento é compromisso e compromisso pede prestação de contas. Dê satisfação de tudo! Mesmo que não seja pedido!

Acatar a orientação bíblica; mesmo quando ela é diferente do que preceitua a nossa sociedade e a nossa própria vontade é o melhor caminho. Se você ainda é solteiro(a) e não gosta de prestar contas, não se case. Pois casamento é prestação de contas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Palavra Pastoral - A mesa do velho avô

O mês de maio é dedicado à família. Assim, o momento é oportuno para relembrarmos uma antiga história, que ilustra como o exemplo dos pais são determinantes na formação do caráter dos filhos.

“Um frágil e velho homem foi viver com o seu filho, a sua nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante.
A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão, leite era derramado na toalha da mesa. Assim, o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá, vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar. Desde que o avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira.
Quando a família olhava de relance na direção do vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima por estar só. O neto mais velho assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança:

“O que você está fazendo?”

Da mesma maneira dócil, o menino respondeu:

"Eu estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer."

O neto mais velho sorriu e voltou a trabalhar. As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito. Aquela noite o marido pegou a mão do vovô e com suavidade o conduziu para a mesa familiar. Para o resto de sua vida ele comeu com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.”

Lembre-se de que as crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, seus ouvidos sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens. Se elas nos veem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.

O pai sábio percebe isso diariamente. Sobre qual alicerce você está construindo o futuro filho? O seu futuro?
Lembre-se, um pai deve ao seu filho: exemplo, exemplo, exemplo...

Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções. (leia Dt. 6)

Seja obediente à lei de Deus: "Honra o teu pai e tua mãe para que se ..." ( Êx. 20:12 )

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Palavra Pastoral - A origem do dia das mães

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo. Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República". Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães.

Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.

Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis.

Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data. O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso. Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa à diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez.

Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio.